O NATAL ESTÁ ACABANDO?

Basta que andemos pelas ruas da cidade para que percebamos, de forma clara e incontestável, o quanto as marcas do cristianismo tem desaparecido da vida da sociedade transmoderna.


Já não vemos mais tantas árvores de natal. Já não vemos mais os presépios que adornavam shoppings e casas comerciais. Já não vemos, nem mesmo, as tradicionais luzes que enfeitavam, outrora, todas as varandas da cidade. Até mesmo o “imortal” papai Noel anda sumido dessa época.


Claro, eu sei que papai Noel, presépio, luzes, árvore de Natal e similares nada tem a ver com o cristianismo. Esses elementos, todos sabemos, foram introduzidos à essa época, a natalina, pela sociedade de mercado, sociedade essa que transforma tudo em negócio.


Quando digo que as marcas do cristianismo estão sumindo de nossa sociedade, eu não me refiro a essas coisas supracitadas, eu me refiro à motivação que levava as pessoas a investirem nessas coisas supracitadas.


Os elementos desaparecidos do natal revelam que não há mais motivação para celebrar o Natal.


O que mudou, portanto, a meu ver, não foi a decoração da festa, foi o espírito de quem a celebra.


Minha alegria e esperança é saber que essa data, o Natal, não depende nem de decorações, nem da necessidade de haver um espírito homogêneo em qualquer sociedade, e nem muito menos do cristianismo, afinal, ela diz respeito ao nascimento de Jesus de Nazaré, O Cristo de Deus e Salvador dos que creem.


E Cristo, todos sabemos, nada tem a ver com decorações ou mesmo com qualquer religião.


Assim, me sinto à vontade em afirmar que ainda que as decorações desapareçam de todas as varandas, ainda que o espírito natalino arrefeça no coração dos homens, ainda que o cristianismo venha sofrer o seu ocaso, ainda assim o Cristo de Deus, o que nasceu em Belém da Judeia, pelo Evangelho, permanecerá vivo no coração de todo aquele que crê.


Por isso celebramos, pois enquanto houver um coração no qual o espírito de Jesus ainda habite e que, por causa desse coração vejamos, a despeito da maldade da sociedade, uma ação de amor teremos o que celebrar.


Logo, celebremos, pois se de um lado não há dúvidas de que as marcas do cristianismo desaparecem das práticas de uma sociedade cada vez mais materialista, por outro lado, não temos dúvidas de que o amor ainda habita em milhões e milhões de corações sobre a face da terra.


Meu desejo é que, nesse tempo de esfriamento geral, dentre os corações habitados pelo amor de Cristo, esteja o teu.


Feliz natal a todos!


Neil Barreto.

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